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Roteiro noturno no Centro Histórico evidencia população negra na construção da Cidade
Thursday 13 November 2025 - 15:17:36 | 2025
A noite desta quarta-feira (dia 12) foi diferente para um grupo de 60 alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de várias unidades municipais de ensino de Santos. Eles participaram do primeiro roteiro noturno Étnico-Racial no Centro Histórico de Santos promovido pelo setor educacional da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) pelo Mês da Consciência Negra.
Conduzido pelas historiadoras e educadoras Sandra Ramos e Adriana Negreiros e o professor da Secretaria de Educação, Luís Canuto, o passeio contemplou pontos que se relacionam com a história da população negra em Santos, como o Outeiro de Santa Catarina, onde se conta que o médico abolicionista João Éboli abrigava os escravizados em fuga na gruta interna de sua casa acastelada.
O grupo também esteve na Casa do Trem Bélico, hoje chamada de Casa do Artesão, onde se falou sobre o soldado Chaguinhas, cabo responsável pelo levante que aconteceu em Santos em 1821 que reivindicava igualdade de salários para os soldados brasileiros. Outros pontos foram visitados foram o Conjunto do Carmo, Pantheon dos Andradas, Igreja Nossa Senhora do Rosário, Teatro Guarany, Casa da Frontaria Azulejada e a Travessa Anísio José da Costa.
Resgate - “Este roteiro é voltado para evidenciar a participação da população negra na nossa Cidade. Depois de anos de invisibilidade dessa cultura e das marcas da população negra, buscamos resgatar esses registros escondidos e esquecidos", destacou Sandra Ramos.
Adriana Negreiros explicou que o roteiro étnico noturno foi realizado para atender principalmente os estudantes da Educação de Jovens e Adultos e também o público trabalhador em geral. “A ideia é que as pessoas que circulam diariamente pelo Centro de Santos trabalhando também reconheçam essa cidade como histórica e se apropriem dessa história.”
Para Manuel Messias, 60 anos, estudante da EJA e morador do bairro Pompeia, foi uma excelente oportunidade de conhecer mais a cidade onde vive há 40 anos. “Tem partes da história que eu não conhecia. Eu nunca tinha visitado o Outeiro de Santa Catarina e muitas dessas igrejas históricas. Veja como são as coisas, né?”.
A professora Virgínia Soares Alonso, da UME José Bonifácio, destacou que a atividade de exploração do território é importante para que as pessoas conheçam a relevância de cada trecho da Cidade, dos pontos históricos, dos lugares por onde circulam e onde vivem. “Elas vêm, aprendem a importância de cada um desses espaços e, assim, passam a dar significado aos pontos principais da Cidade.”
Escolas interessadas no roteiro podem fazer contato pelo e-mail educafams@fundasantos.org.br.
Esta iniciativa contempla o item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade. Conheça os outros artigos dos ODS.





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