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Relatório de Atividades 2011
A Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) está disponibilizando o relatório das atividades desenvolvidas em 2011, ano que assinalou importantes conquistas da Fundação, como o investimento em novos equipamentos para um melhor atendimento à população, estabelecimento de novas parcerias, a modernização do sistema de software, a expansão de convênio de certificação digital, organização de seminários, ciclos de palestras, exposições, novos depoimentos para o projeto História Oral, ampliação do acervo bibliográfico e iconográfico. O relatório completo pode ser acessado através do link ao lado ou clique aqui.
GINÁSTICA CHINESA AGORA TAMBÉM NA FAMS
Funcionários da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) também estão participando das aulas da ginástica chinesa lian gong (pronuncia-se “liam cum”), dadas no Arquivo Intermediário (AI), à Rua Constituição, 62. Os funcionários estão divididos em dois grupos. As aulas acontecem quatro vezes por semana e começaram dia 16/01.Essas aulas fazem parte de um programa de iniciativa da Secretaria de Gestão (Seges) da Prefeitura, criado a partir de projeto-piloto junto a 30 funcionários da Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) há um ano. Bem aceita pelo grupo, que relatou benefícios à saúde física e mental, a ideia foi ampliada.
Neste ano, instituído oficialmente pelo decreto 5.784, o programa conta com cinco turmas e total de 150 participantes, agora ampliado com a participação dos funcionários da Fundação Arquivo e Memória de Santos.
Sem contraindicação
Criada pelo ortopedista chinês Zhuang Yuan Ming na década de 60, a ginástica lian gong trata dores do pescoço, ombros, região lombar e pernas. Os exercícios podem ser feitos por todas as pessoas, deficientes ou não, e de qualquer idade, pois não há contraindicação.
INAUGURADA EXPOSIÇÃO SOBRE BOMBEIROS
Da solenidade de abertura participaram o presidente da Câmara, vereador Manoel Constantino, o secretário municipal de Segurança Renato Penteado Perrenoud, representando o prefeito João Paulo Tavares Papa, major PM Wagner Silverio, comandante interino do Sexto Grupamento de Bombeiros, major PM Fábio Betini, representando o tenente-coronel PM Wilson de Oliveira Leite, comandante do Décimo Sétimo Grupamento de Bombeiros, e os ex-comandantes do Sexto GB, coronel Novival Gonçalves e Luiz Carlos Ribeiro.
A exposição, organizada pela Fundação Arquivo e Memória, é composta por mais de 20 painéis fotográficos e textos mostrando o trabalho dos bombeiros santistas desde a criação do grupo voluntariado até os dias atuais. Ainda na Sala Memorial dos Bombeiros a exposição de miniaturas de carros de bombeiros, de diversas épocas, doadas pela empresa Edições Del Prado, que enviou 50 carrinhos para a exposição.
Também na exposição um vídeo com o depoimento de quatro bombeiros: Vanderlei Alves Ferreira, Renato Bernardo de França, José Affonso da Silva e Norival Gonçalves. Este vídeo foi montado pelo projeto História Oral da Fundação que tem como objetivo dar voz e visibilidade aos que dedicaram boa parte de suas vidas às atividades artísticas, culturais, esportivas, sociais ou políticas.

Breve histórico do Corpo de Bombeiros
Em Santos, a partir da segunda metade do século XIX, à medida em que a cidade foi crescendo e aumentando a sua população, surge também a necessidade de se criar um grupo de bombeiros. Esta proposta é feita na Câmara Municipal em 9 de outubro de 1885, surgindo, assim, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Santos.
Esse primeiro contingente trabalhava precariamente com uma mangueira, baldes, machadinhas e outras ferramentas improvisadas. O seu quadro era constituído na maioria por funcionários da municipalidade. A rua São Leopoldo foi um dos primeiros lugares onde se instalou o Corpo de Bombeiros.
Até o final do século XIX e início do XX a sede do Corpo de Bombeiros funcionou no nº 24 da Rua de Junho (atual Rua Riachuelo). Com o desenvolvimento da cidade e o aumento da população, cresce também a demanda de serviço, tornando-se necessários o aumento do contingente e a construção de um novo prédio. Na sessão de 14 de novembro de 1906, o Coronel Francisco Antônio de Souza Junior apresentou o Projeto de Lei nº 243, que autorizava o Intendente Municipal a fazer licitação para a construção de um novo edifício para o Corpo de Bombeiros.
A lei para a construção do novo prédio propunha que o edifício fosse construído num estilo “elegante a apropriado”. O novo prédio seria construído entre as Ruas Sete de Setembro e Bitencourt, no trecho hoje denominado Praça Tenente Mauro Batista de Miranda A Lei nº314, de 22 de julho de 1908, autoriza o então prefeito municipal a executar as obras necessárias para o complemento do quartel do Corpo de Bombeiros. Este prédio é hoje conhecido como “Castelinho” e sedia a Câmara Municipal de Santos.

Curiosidade
Uma curiosidade do trabalho dos bombeiros no século XIX era o sistema de alarmes. O repicar de sinos da Igreja do Carmo indicava algum acidente e ainda a localização, como segue:
- Vila Nova e imediações: uma badalada
- Paquetá e imediações: duas badaladas
- Rua Xavier da Silveira e imediações: três badaladas
- Largo Matriz (Praça da República) e imediações: quatro badaladas
- Largo do Carmo e imediações: cinco badaladas
- Largo Mauá e imediações: seis badaladas
- Duas Pedras (onde está agora a Câmara Municipal) e imediações: sete badaladas
- Rua Itororó e imediações: oito badaladas
- Largo da Coroação (Praça Mauá) e imediações: nove badaladas
- Praça dos Andradas e imediações: dez badaladas
- Mercado (próximo a Praça Antônio Teles): onze badaladas
- Rua Independência e imediações: doze badaladas
- Largo Monte Alegre (Igreja do Valongo) e imediações: treze badaladas
É importante saber que até o final do século XIX, o espaço urbano de Santos estava delimitado entre o Outeiro de Santa Catarina, a Igreja do Valongo, o porto e as encostas do Monte Serrat.

FAMS INICIA PROJETO DE DIGITALIZAÇÃO DE LIVROS
Para fazer download, basta acessar na barra superior do site a aba galeria e nela o link biblioteca digital.
EPUB
Vale lembrar que e-pub (abreviação de eletronic publication - publicação eletrônica) é um formato de arquivo digital padrão específico para ebooks. É livre e aberto. Pode ser lido em equipamentos eletrônico, como computadores, leitor de livros digitais ou até mesmo celulares que suportem esse recurso.
Os livros
“Inventário do Fundo Câmara Municipal de Santos, 1749-1889”: o conjunto documental que compõe o Fundo Câmara Municipal de Santos reflete a vida administrativa da cidade na época em que as Câmaras Municipais eram responsáveis por todos os atos administrativos, policiais e até jurídicos da vida local. Através de conceitos e princípios da arquivística contemporânea a obra garante a todos o acesso aos documentos.
“Guia do Acervo”: o Guia do Acervo é a principal fonte de informação em uma instituição arquivística. Nele devem constar todos os dados necessários para orientar os consulentes quanto os tipos de acervo, fundos e coleções, nível de organização e condições de acesso aos documentos.
Mais livros
Em breve, a Fundação disponibilizará também no formato e-pub os seguintes títulos:
DIAS, Nelson Santos (org.) Memória da arquitetura de Santos no papel - 1: 1888-1900. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 1997. v.1, 97 p .
DIAS, Nelson Santos (Org.). Memória da arquitetura de Santos no papel - 2. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2011. v.2, 107 p.
DIAS, Nelson Santos. Casa de Frontaria Azulejada: um edifício para um arquivo. Santos: Prefeitura Municipal de Santos, 2011.
GUIA de fontes para a história de Santos. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2009. 186 p.
ALONSO, Regina. Santos: natureza e arquitetura em fotopoemas. São Paulo: ViceRei, 2011.
CAMINHOS da memória: um passeio pelo centro histórico. Santos: Prefeitura Municipal de Santos; Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2007. 76p.
BARBOSA, Maria Valéria. Santos na formação do Brasil: 500 anos de história. Santos: Prefeitura Municipal de Santos; Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2000. 60 p.
BREFE, Ana Cláudia Fonseca; Myríame Morel-Deledalle. O monumento aos Andradas. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2005. 94 p.
MEMÓRIA Sindical de Santos: 1930-1964. Santos: Prefeitura Municipal de Santos, Fundação Arquivo e Memória de Santos, FNC, 1997. 99 p.
BATAN, Maro Antonio. A terra da caipirinha: como a caipirinha nasceu, foi batizada e cresceu em Santos. Santos: Prefeitura Municipal de Santos; Fundação Arquivo e Memória de Santos,s.d. 14p.
AUGUSTO, Cinara. Para não morrer na praia: história da criatividade publicitária em Santos. Novo Hamburgo: Feevale, 2009. 400p.







