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INAUGURADA EXPOSIÇÃO SOBRE BOMBEIROS
Da solenidade de abertura participaram o presidente da Câmara, vereador Manoel Constantino, o secretário municipal de Segurança Renato Penteado Perrenoud, representando o prefeito João Paulo Tavares Papa, major PM Wagner Silverio, comandante interino do Sexto Grupamento de Bombeiros, major PM Fábio Betini, representando o tenente-coronel PM Wilson de Oliveira Leite, comandante do Décimo Sétimo Grupamento de Bombeiros, e os ex-comandantes do Sexto GB, coronel Novival Gonçalves e Luiz Carlos Ribeiro.
A exposição, organizada pela Fundação Arquivo e Memória, é composta por mais de 20 painéis fotográficos e textos mostrando o trabalho dos bombeiros santistas desde a criação do grupo voluntariado até os dias atuais. Ainda na Sala Memorial dos Bombeiros a exposição de miniaturas de carros de bombeiros, de diversas épocas, doadas pela empresa Edições Del Prado, que enviou 50 carrinhos para a exposição.
Também na exposição um vídeo com o depoimento de quatro bombeiros: Vanderlei Alves Ferreira, Renato Bernardo de França, José Affonso da Silva e Norival Gonçalves. Este vídeo foi montado pelo projeto História Oral da Fundação que tem como objetivo dar voz e visibilidade aos que dedicaram boa parte de suas vidas às atividades artísticas, culturais, esportivas, sociais ou políticas.

Breve histórico do Corpo de Bombeiros
Em Santos, a partir da segunda metade do século XIX, à medida em que a cidade foi crescendo e aumentando a sua população, surge também a necessidade de se criar um grupo de bombeiros. Esta proposta é feita na Câmara Municipal em 9 de outubro de 1885, surgindo, assim, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Santos.
Esse primeiro contingente trabalhava precariamente com uma mangueira, baldes, machadinhas e outras ferramentas improvisadas. O seu quadro era constituído na maioria por funcionários da municipalidade. A rua São Leopoldo foi um dos primeiros lugares onde se instalou o Corpo de Bombeiros.
Até o final do século XIX e início do XX a sede do Corpo de Bombeiros funcionou no nº 24 da Rua de Junho (atual Rua Riachuelo). Com o desenvolvimento da cidade e o aumento da população, cresce também a demanda de serviço, tornando-se necessários o aumento do contingente e a construção de um novo prédio. Na sessão de 14 de novembro de 1906, o Coronel Francisco Antônio de Souza Junior apresentou o Projeto de Lei nº 243, que autorizava o Intendente Municipal a fazer licitação para a construção de um novo edifício para o Corpo de Bombeiros.
A lei para a construção do novo prédio propunha que o edifício fosse construído num estilo “elegante a apropriado”. O novo prédio seria construído entre as Ruas Sete de Setembro e Bitencourt, no trecho hoje denominado Praça Tenente Mauro Batista de Miranda A Lei nº314, de 22 de julho de 1908, autoriza o então prefeito municipal a executar as obras necessárias para o complemento do quartel do Corpo de Bombeiros. Este prédio é hoje conhecido como “Castelinho” e sedia a Câmara Municipal de Santos.

Curiosidade
Uma curiosidade do trabalho dos bombeiros no século XIX era o sistema de alarmes. O repicar de sinos da Igreja do Carmo indicava algum acidente e ainda a localização, como segue:
- Vila Nova e imediações: uma badalada
- Paquetá e imediações: duas badaladas
- Rua Xavier da Silveira e imediações: três badaladas
- Largo Matriz (Praça da República) e imediações: quatro badaladas
- Largo do Carmo e imediações: cinco badaladas
- Largo Mauá e imediações: seis badaladas
- Duas Pedras (onde está agora a Câmara Municipal) e imediações: sete badaladas
- Rua Itororó e imediações: oito badaladas
- Largo da Coroação (Praça Mauá) e imediações: nove badaladas
- Praça dos Andradas e imediações: dez badaladas
- Mercado (próximo a Praça Antônio Teles): onze badaladas
- Rua Independência e imediações: doze badaladas
- Largo Monte Alegre (Igreja do Valongo) e imediações: treze badaladas
É importante saber que até o final do século XIX, o espaço urbano de Santos estava delimitado entre o Outeiro de Santa Catarina, a Igreja do Valongo, o porto e as encostas do Monte Serrat.

FAMS INICIA PROJETO DE DIGITALIZAÇÃO DE LIVROS
Para fazer download, basta acessar na barra superior do site a aba galeria e nela o link biblioteca digital.
EPUB
Vale lembrar que e-pub (abreviação de eletronic publication - publicação eletrônica) é um formato de arquivo digital padrão específico para ebooks. É livre e aberto. Pode ser lido em equipamentos eletrônico, como computadores, leitor de livros digitais ou até mesmo celulares que suportem esse recurso.
Os livros
“Inventário do Fundo Câmara Municipal de Santos, 1749-1889”: o conjunto documental que compõe o Fundo Câmara Municipal de Santos reflete a vida administrativa da cidade na época em que as Câmaras Municipais eram responsáveis por todos os atos administrativos, policiais e até jurídicos da vida local. Através de conceitos e princípios da arquivística contemporânea a obra garante a todos o acesso aos documentos.
“Guia do Acervo”: o Guia do Acervo é a principal fonte de informação em uma instituição arquivística. Nele devem constar todos os dados necessários para orientar os consulentes quanto os tipos de acervo, fundos e coleções, nível de organização e condições de acesso aos documentos.
Mais livros
Em breve, a Fundação disponibilizará também no formato e-pub os seguintes títulos:
DIAS, Nelson Santos (org.) Memória da arquitetura de Santos no papel - 1: 1888-1900. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 1997. v.1, 97 p .
DIAS, Nelson Santos (Org.). Memória da arquitetura de Santos no papel - 2. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2011. v.2, 107 p.
DIAS, Nelson Santos. Casa de Frontaria Azulejada: um edifício para um arquivo. Santos: Prefeitura Municipal de Santos, 2011.
GUIA de fontes para a história de Santos. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2009. 186 p.
ALONSO, Regina. Santos: natureza e arquitetura em fotopoemas. São Paulo: ViceRei, 2011.
CAMINHOS da memória: um passeio pelo centro histórico. Santos: Prefeitura Municipal de Santos; Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2007. 76p.
BARBOSA, Maria Valéria. Santos na formação do Brasil: 500 anos de história. Santos: Prefeitura Municipal de Santos; Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2000. 60 p.
BREFE, Ana Cláudia Fonseca; Myríame Morel-Deledalle. O monumento aos Andradas. Santos: Fundação Arquivo e Memória de Santos, 2005. 94 p.
MEMÓRIA Sindical de Santos: 1930-1964. Santos: Prefeitura Municipal de Santos, Fundação Arquivo e Memória de Santos, FNC, 1997. 99 p.
BATAN, Maro Antonio. A terra da caipirinha: como a caipirinha nasceu, foi batizada e cresceu em Santos. Santos: Prefeitura Municipal de Santos; Fundação Arquivo e Memória de Santos,s.d. 14p.
AUGUSTO, Cinara. Para não morrer na praia: história da criatividade publicitária em Santos. Novo Hamburgo: Feevale, 2009. 400p.

NO ANIVERSÁRIO DA CIDADE, FAMS HOMENAGEIA OS BOMBEIROS
Ao mesmo tempo, a Fams – por intermédio do projeto História Oral – gravou o depoimento de quatro bombeiros: Vanderlei Alves Ferreira, Renato Bernardo de França, José Affonso da Silva e Norival Gonçalves. Este projeto tem como objetivo dar voz e visibilidade aos que dedicaram boa parte de suas vidas às atividades artísticas, culturais, esportivas, sociais ou políticas. Mais de 100 pessoas já participaram do projeto desde sua criação em 2008.

Breve histórico do Corpo de Bombeiros
Em Santos, a partir da segunda metade do século XIX, à medida em que a cidade foi crescendo e aumentando a sua população, surge também a necessidade de se criar um grupo de bombeiros. Esta proposta é feita na Câmara Municipal em 9 de outubro de 1885, surgindo, assim, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Santos.
Esse primeiro contingente trabalhava precariamente com uma mangueira, baldes, machadinhas e outras ferramentas improvisadas. O seu quadro era constituído na maioria por funcionários da municipalidade. A rua São Leopoldo foi um dos primeiros lugares onde se instalou o Corpo de Bombeiros.
Até o final do século XIX e início do XX a sede do Corpo de Bombeiros funcionou no nº 24 da Rua de Junho (atual Rua Riachuelo). Com o desenvolvimento da cidade e o aumento da população, cresce também a demanda de serviço, tornando-se necessários o aumento do contingente e a construção de um novo prédio. Na sessão de 14 de novembro de 1906, o Coronel Francisco Antônio de Souza Junior apresentou o Projeto de Lei nº 243, que autorizava o Intendente Municipal a fazer licitação para a construção de um novo edifício para o Corpo de Bombeiros.
A lei para a construção do novo prédio propunha que o edifício fosse construído num estilo “elegante a apropriado”. O novo prédio seria construído entre as Ruas Sete de Setembro e Bitencourt, no trecho hoje denominado Praça Tenente Mauro Batista de Miranda A Lei nº314, de 22 de julho de 1908, autoriza o então prefeito municipal a executar as obras necessárias para o complemento do quartel do Corpo de Bombeiros. Este prédio é hoje conhecido como “Castelinho” e sedia a Câmara Municipal de Santos.
Curiosidade
Uma curiosidade do trabalho dos bombeiros no século XIX era o sistema de alarmes. O repicar de sinos da Igreja do Carmo indicava algum acidente e ainda a localização, como segue:
- Vila Nova e imediações: uma badalada
- Paquetá e imediações: duas badaladas
- Rua Xavier da Silveira e imediações: três badaladas
- Largo Matriz (Praça da República) e imediações: quatro badaladas
- Largo do Carmo e imediações: cinco badaladas
- Largo Mauá e imediações: seis badaladas
- Duas Pedras (onde está agora a Câmara Municipal) e imediações: sete badaladas
- Rua Itororó e imediações: oito badaladas
- Largo da Coroação (Praça Mauá) e imediações: nove badaladas
- Praça dos Andradas e imediações: dez badaladas
- Mercado (próximo a Praça Antônio Teles): onze badaladas
- Rua Independência e imediações: doze badaladas
- Largo Monte Alegre (Igreja do Valongo) e imediações: treze badaladas
É importante saber que até o final do século XIX, o espaço urbano de Santos estava delimitado entre o Outeiro de Santa Catarina, a Igreja do Valongo, o porto e as encostas do Monte Serrat.

MUNÍCIPE DOA PINTURA






