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Uso de normas assegura autenticidade de documentos
Quando os documentos protegidos da destruição natural e por influência humana, organizados de maneira que facilite o acesso para pesquisas, a instituição arquivística na qual fazem parte, tem a função de autenticar e oferecer condições materiais e técnicas de preservação. Organizar e descrever o patrimônio arquivístico nacional, condição da história e da memória coletiva, foi tema da palestra “Acesso e Descrição Arquivística”, ministrada por Vitor Manuel Marques da Fonseca, técnico em descrição do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. A palestra, referente a III Jornada de Memória e Arquivologia do Litoral Paulista, foi realizada pela FAMS (Fundação Arquivo e Memória de Santos) na última quinta-feira (24), na Associação Comercial de Santos.
“Todo acesso não organizado não é acessível, mesmo sendo um acesso pleno. A importância do uso de normas assegura uma pesquisa completa”, afirma Marques, sobre o direito de acesso. A França foi citada como exemplo , por ter sido o primeiro país a ter um Arquivo Nacional. “Eles mostram que por não serem apenas uma instituição do Estado, mas sim pública, o acesso e a proteção desses documentos de maneira organizada, facilitam as pesquisas”. Marques citou também como exemplo, os prejuízos causados pela falta de direito de acesso aos documentos da ditadura na preservação de sua identidade.
As palestras referentes a Jornada serão interrompidas temporariamente com retorno em setembro, devido a realização do Congresso Brasileiro de Arquivologia, de 24 a 27 de agosto.





