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Grupo santista de maracatu grava no Outeiro
O Outeiro de Santa Catarina, sede da FAMS (Fundação Arquivo e Memória de Santos), foi palco ontem (06) de uma manifestação cultural e popular brasileira, o maracatu. O grupo de percussão Quiloa, que está completando sete anos, não se apresentou para 400 pessoas como na Virada Cultural, realizada no mês de maio, no Centro Histórico, porém alguns curiosos que passavam por ali, tanto de bonde como a pé, pararam para ver. Seus músicos, ou melhor, batuqueiros, escolheram o Outeiro para fazer a gravação de uma matéria para o Programa Tudo a Ver, da TV Record Litoral e Vale do Ribeira, com o objetivo de mostrar a mistura da cultura pernambucana e local.
Visitamos alguns lugares, mas escolhemos o Outeiro pelo visual para fazer a gravação. O objetivo do nosso cortejo é a rua, o ar livre, por isso aqui tem tudo a ver”, disse o coordenador do grupo, Felipe Romano. O maracatu é um ritmo de cultura popular de Recife (PE) que coloca na rua seus blocos para cantar, tocar e dançar. Duas semanas antes do tradicional carnaval, o maracatu comemora o seu carnaval. O Quiloa é o único grupo atuante em Santos, diferente de Recife, que originou a manifestação, há mais de 200 anos. A ligação entre as cidades é muito forte, segundo Romano. “Neste ano participamos pela primeira vez da Virada Cultural de Santos. Senti no cortejo que a Cidade lembrou muito Recife, por causa do Centro Histórico. A participação das pessoas contribuiu também”.
O repertório é de autoria do grupo com algumas parcerias, como a Nação do Maracatu Porto Rico, de Recife, que participa na formação dos batuqueiros através de oficinas por intercâmbio. Amanda Marconi toca alfaia, espécie de tambor, “Eu comecei na oficina e hoje faço parte do grupo”, disse a novata que estreou em 2009 e foi para a cidade pernambucana para aprimorar seu conhecimento sobre o maracatu. “Conheci o grupo por trabalhar na Secretaria de Cultura. Sempre quis fazer percussão e conhecer mais sobre a cultura popular brasileira”, Amanda acrescenta que para fazer parte do grupo não há limite de idade.
Os interessados em aprender a tocar percussão e conhecer o maracatu, o Quiloa, a partir de agosto, abre uma nova turma para a oficina. Os ensaios acontecem todas as quartas, a partir das 17h30, na Rua General Câmara, n°99, esquina com a rua Itororó. Para mais informações www.quiloa.com.br
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